A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), depois de lançar o projeto para acabar com o problema do mau cheiro emanado da elevatória de esgotos de Parafuso, na altura do Posto 5, na Praia de Copacabana, vai fazer, nos próximos meses, em conjunto com a Prefeitura do Rio, uma ampla vistoria em galerias pluviais e nos sistemas de esgotos de prédios e casas de três outras áreas da cidade, inicialmente, onde o problema é mais intenso: centro, Botafogo e na orla marítima.
Nesses locais, especialmente em Botafogo, muitas residências se transformaram em restaurantes e não adaptaram o despejo de gordura em caixas próprias, jogando o material no sistema de esgoto, sem que a Cedae fosse comunicada. A informação é do presidente da empresa estadual, Wagner Victer, que, ao lado do governador Sérgio Cabral, assinou, durante um café da manhã nesta terça-feira, no Hotel Miramar, em Copacabana, um contrato com a empresa CTA Technology para a realização de obras e de instalação de equipamentos que vão eliminar odores desagradáveis na elevatória do Posto 5.
– A administração anterior do município concedia o alvará de funcionamento e não pedia um de acordo da Cedae. Imagina uma casa que tinha um pequeno número de pessoas e, hoje, é um estabelecimento por onde passam de duas mil a quatro mil pessoas por dia! Não adianta a Cedae fazer um belo trabalho da casa para fora, que é o que lhe cabe, se, de fora para dentro, a unidade habitacional ou comercial continua poluindo – protestou Victer.
Segundo Victer, o trabalho de fiscalização de ligações irregulares de esgoto não é atribuição da empresa, mas ela vai atuar na tarefa, como forma de colaboração com a prefeitura. O trabalho começará a partir da semana que vem. Os imóveis que tiverem irregularidades, como falta de limpeza e mesmo existência de caixa de gordura, serão notificados e, se não tomarem a devida providência, serão punidos. No caso de estabelecimento comercial, a vigilância sanitária poderá interditar o lugar.
Antiga reivindicação dos moradores de Copacabana e dos frequentadores da praia e também uma determinação do governador, as obras na elevatória começarão na semana que vem, com término previsto para cinco meses. No café da manhã, também estiveram presentes o prefeito Eduardo Paes e o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão.
– Vivi em Copacabana dos 10 aos 23 anos e nunca compreendi por que a existência deste mau cheiro no Posto 5. São coisas que, no Rio, as pessoas vão achando normal. É normal a milícia, é normal o tráfico de drogas nas favelas e, aí, é normal este fedor permanente no principal cartão postal da cidade. Lógico que não é normal. Um dia, liguei para o Victer e pedi a eliminação do mau cheiro. Ele disse que era difícil, mas não impossível – contou Cabral.
O governo do estado está empenhado em recuperar o prestígio da Praia de Copacabana, ícone do turismo carioca no país e no mundo. Nos últimos dois anos, ela tem recebido ações como o projeto Orla Digital, que permite acesso sem fio e gratuito à internet na orla, e, em breve, verá a transformação da boate Help no Museu da Imagem do Som.
– Vai ser a transformação de um prostíbulo num templo da cultura carioca. Copacabana está recebendo o tratamento que merece. Afinal, ninguém sai lá do Hemisfério Norte e passa 10, 12 horas num avião ou sai de algum ponto do Brasil e vem para cá para ver coisas lamentáveis e sentir cheiro desagradável. Ninguém compra apartamento em Copacabana ou vem de outro bairro do Rio para curtir a praia, para ver prostituição e sentir odores ruins – argumenta o governador.
O projeto, que vai custar R$ 663 mil, prevê a instalação de um sistema de controle de odores, que funcionará por meio da lavagem química dos gases provenientes da decomposição da matéria orgânica do esgoto bombeado pela elevatória. O equipamento captará os gases odoríferos, que serão encapsulados e encaminhados a um potente sistema de lavagem. O sistema trabalha em três etapas. Na primeira, os gases serão lavados por meio de um sistema alcalino; depois, passam por uma etapa de lavagem com hipoclorito para, finalmente, serem levados pelo carvão ativado.
– Quando estiver funcionando, o sistema vai exalar aroma perfumado, nos finais de semana. Assim, a pessoa vem curtir a praia e, em vez de mau cheiro, vai respirar aquele cheirinho de jasmim ou eucalipto – completou Victer, acrescentando que a estrutura da elevatória ganhará um moderno visual com a reforma.
Também compuseram a mesa do café da manhã com o governador o presidente da TurisRio, Nilo Sérgio, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Alfredo Lopes, o diretor superintendente dos Hotéis Othon, Fernando Chabert, o representante dos Hotéis Windosr, Gerard Bourgajean, e o presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Gomes, entre outros.
Nesses locais, especialmente em Botafogo, muitas residências se transformaram em restaurantes e não adaptaram o despejo de gordura em caixas próprias, jogando o material no sistema de esgoto, sem que a Cedae fosse comunicada. A informação é do presidente da empresa estadual, Wagner Victer, que, ao lado do governador Sérgio Cabral, assinou, durante um café da manhã nesta terça-feira, no Hotel Miramar, em Copacabana, um contrato com a empresa CTA Technology para a realização de obras e de instalação de equipamentos que vão eliminar odores desagradáveis na elevatória do Posto 5.
– A administração anterior do município concedia o alvará de funcionamento e não pedia um de acordo da Cedae. Imagina uma casa que tinha um pequeno número de pessoas e, hoje, é um estabelecimento por onde passam de duas mil a quatro mil pessoas por dia! Não adianta a Cedae fazer um belo trabalho da casa para fora, que é o que lhe cabe, se, de fora para dentro, a unidade habitacional ou comercial continua poluindo – protestou Victer.
Segundo Victer, o trabalho de fiscalização de ligações irregulares de esgoto não é atribuição da empresa, mas ela vai atuar na tarefa, como forma de colaboração com a prefeitura. O trabalho começará a partir da semana que vem. Os imóveis que tiverem irregularidades, como falta de limpeza e mesmo existência de caixa de gordura, serão notificados e, se não tomarem a devida providência, serão punidos. No caso de estabelecimento comercial, a vigilância sanitária poderá interditar o lugar.
Antiga reivindicação dos moradores de Copacabana e dos frequentadores da praia e também uma determinação do governador, as obras na elevatória começarão na semana que vem, com término previsto para cinco meses. No café da manhã, também estiveram presentes o prefeito Eduardo Paes e o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão.
– Vivi em Copacabana dos 10 aos 23 anos e nunca compreendi por que a existência deste mau cheiro no Posto 5. São coisas que, no Rio, as pessoas vão achando normal. É normal a milícia, é normal o tráfico de drogas nas favelas e, aí, é normal este fedor permanente no principal cartão postal da cidade. Lógico que não é normal. Um dia, liguei para o Victer e pedi a eliminação do mau cheiro. Ele disse que era difícil, mas não impossível – contou Cabral.
O governo do estado está empenhado em recuperar o prestígio da Praia de Copacabana, ícone do turismo carioca no país e no mundo. Nos últimos dois anos, ela tem recebido ações como o projeto Orla Digital, que permite acesso sem fio e gratuito à internet na orla, e, em breve, verá a transformação da boate Help no Museu da Imagem do Som.
– Vai ser a transformação de um prostíbulo num templo da cultura carioca. Copacabana está recebendo o tratamento que merece. Afinal, ninguém sai lá do Hemisfério Norte e passa 10, 12 horas num avião ou sai de algum ponto do Brasil e vem para cá para ver coisas lamentáveis e sentir cheiro desagradável. Ninguém compra apartamento em Copacabana ou vem de outro bairro do Rio para curtir a praia, para ver prostituição e sentir odores ruins – argumenta o governador.
O projeto, que vai custar R$ 663 mil, prevê a instalação de um sistema de controle de odores, que funcionará por meio da lavagem química dos gases provenientes da decomposição da matéria orgânica do esgoto bombeado pela elevatória. O equipamento captará os gases odoríferos, que serão encapsulados e encaminhados a um potente sistema de lavagem. O sistema trabalha em três etapas. Na primeira, os gases serão lavados por meio de um sistema alcalino; depois, passam por uma etapa de lavagem com hipoclorito para, finalmente, serem levados pelo carvão ativado.
– Quando estiver funcionando, o sistema vai exalar aroma perfumado, nos finais de semana. Assim, a pessoa vem curtir a praia e, em vez de mau cheiro, vai respirar aquele cheirinho de jasmim ou eucalipto – completou Victer, acrescentando que a estrutura da elevatória ganhará um moderno visual com a reforma.
Também compuseram a mesa do café da manhã com o governador o presidente da TurisRio, Nilo Sérgio, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Alfredo Lopes, o diretor superintendente dos Hotéis Othon, Fernando Chabert, o representante dos Hotéis Windosr, Gerard Bourgajean, e o presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Gomes, entre outros.

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