terça-feira, 13 de janeiro de 2009

PAC Mobilidade deve trazer mais R$ 4,7 bilhões em obras para o Rio

Créditos à Secretaria de Obras

Rio de Janeiro-Centro

O governo federal deverá aprovar, até o final do mês, os projetos do governo do estado que receberão recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, que somam cerca de R$ 4,7 bilhões. Os projetos já foram apresentados pelo vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que gostou, particularmente, do referente à implantação da Linha 4 do metrô, ligando a Zona Sul à Barra da Tijuca, obra essencial para a Copa de 2014 e para as pretensões da cidade à sede das Olimpíadas de 2016.

O governo federal irá anunciar o PAC da Mobilidade Urbana logo que a CBF, autorizada pela Fifa, divulgar as 12 sedes da Copa do Mundo, o que deverá ocorrer por volta do dia 25. No momento, 18 são candidatas a sediar jogos da competição, mas já está definido que o Rio de Janeiro será palco da final do Mundial. O PAC da Mobilidade está sendo preparado pelo governo federal para financiar obras viárias e de infra-estrutura, sobretudo visando a Copa de 2014.

– São obras estratégicas. No nosso caso, há várias, como a Via Light que, hoje, praticamente liga nada a coisa nenhuma. Ela precisa ser ampliada. Inclusive, quando da concessão da Linha Vermelha para a prefeitura, o prefeito anterior se comprometeu a fazer uma ligação da Via Light com a Linha Vermelha e levá-la até Madureira, mas não fez. E a Linha 4 do metrô é decisiva para a Copa do Mundo. Quanto à Linha 3, o governo federal já está liberando recursos – comentou Cabral.

Pezão lembrou que a implantação da Linha 4 do metrô deve começar ainda este ano. Segundo ele, a determinação do governador é a de buscar a participação da iniciativa privada para que a nova linha saia do papel.

- O governador determinou que tirássemos alguns projetos do papel, mesmo que seja com recursos nossos e da iniciativa privada, como a Linha 4, por exemplo, que é essencial – frisou Pezão.

Os projetos apresentados para receber os recursos do PAC Mobilidade são as linhas 3 e 4 do metrô, o Corredor T-5, da prefeitura, e a Via Light. A Linha 3, que ligará Niterói a São Gonçalo, saindo da estação das barcas, na Praça Araribóia, e terminando em Guaxindiba, já teve os primeiros recursos liberados, pouco mais de R$ 60 milhões. O ramal do metrô terá 23 quilômetros e sua construção está planejada em 36 meses, atendendo a uma população de cerca de 1,5 milhão de pessoas. A obra está orçada em cerca de R$ 1,3 bilhão.

A Linha 4 está orçada em R$ 2,7 bilhões. Segundo o vice-governador, ainda estão sendo feitos estudos de traçados que venham atender a um volume maior de moradores. São 13,7 quilômetros, que atenderiam a uma média de 800 mil habitantes. O prazo para a conclusão das obras é de 48 meses.

O Corredor T-5 ligará Barra da Tijuca, Madureira e Penha, num trajeto de 28 quilômetros de extensão, atendendo a uma população de um bilhão de pessoas. Para as obras, serão necessários R$ 795 milhões e a expectativa é de que esse sistema esteja totalmente pronto em 21 meses. Pezão lembrou que a integração maior entre as esferas federal, estadual e municipal pode ajudar a agilizar todo o processo. Esse corredor poderá ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim/Galeão, como forma de possibilitar um acesso mais rápido dos turistas à Zona Oeste carioca, desafogando também a Linha Amarela.

O último grande projeto dentro do PAC Mobilidade, a Via Light, já está em estudos. A estrada, que liga, hoje, o município de Nova Iguaçu a Anchieta, será estendida até a Avenida Brasil, ajudando a desafogar a Rodovia Presidente Dutra e possibilitando um aumento do fluxo de veículos, na região. Numa segunda etapa, será feita a ligação com Madureira, formando um grande corredor rápido entre a Baixada Fluminense e a Barra da Tijuca. Da mesma forma, já estão em estudos a ampliação da estrada até o município de Queimados, transformando a Via Light em uma alternativa para a Via Dutra. As obras deverão custar R$ 400 milhões.

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