segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Laranjeiras será restaurado para hospedar convidados

Créditos ao site do Governo do Rio de Janeiro

Palácio das Laranjeiras

Residência oficial do governador do estado desde 1975, mas utilizado na atual gestão apenas para reuniões de trabalho, o Palácio Laranjeiras vai ser reformado para também hospedar convidados ilustres em visita ao Rio, como acontecia até 1974, quando foi doado pelo presidente Geisel ao Estado do Rio para servir de residência aos seus governadores. A previsão é que as obras comecem em março do ano que vem e estejam concluídas em um ano, segundo o secretário chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, em entrevista a uma rádio carioca.

Orçado em R$ 15 milhões, o projeto prevê a recuperação de obras de arte, estátuas e telhados, além de uma ampla reforma da parte residencial que está em estado precário.

– A idéia é receber com conforto pessoas ilustres, como, por exemplo, o presidente Lula e outros chefes de estado, durante o período de visita oficial ao Rio – explicou Fichtner.

O projeto de reforma já está pronto e será agora inscrito no governo federal para usar recursos da Lei Rouanet. O Governo do Estado já fez contato com algumas empresas para que financiem o projeto, usando os incentivos fiscais previstos na lei.

Segundo o secretário, serão contratados os melhores profissionais do mercado, especializados em recuperação de obras de arte e objetos históricos.

- O objetivo é a valorização deste patrimônio do Rio de Janeiro – frisou.

A última reforma da parte social do palácio aconteceu em 2001, envolvendo restauradores, historiadores, museólogos e pesquisadores, que fizeram a recuperação de pinturas, pisos e móveis. O acervo do palácio compreende pinturas de Frans Post, uma réplica do piano que pertenceu à rainha da França, Maria Antonieta, mosaicos de mármore e de cerâmica com aplicações de ouro 24 quilates, esculturas e mobiliário fino.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1983, o palácio foi construído entre 1909 e 1913 para ser residência da família Guinle. Em 1940, passou à administração federal, tendo sido utilizado como residência oficial da Presidência da República por Juscelino Kubitschek (1956-1961), que não quis permanecer no Palácio do Catete após o suicídio de Getúlio Vargas (1954). Com a conclusão do Palácio da Alvorada, inaugurado em 1958 em Brasília, Kubitschek deixou o Laranjeiras.

A partir de então e até 1974, foi usado por presidentes da República em visita ao Rio e para recepções diplomáticas, como as oferecidas aos ex-presidentes da França, Charles de Gaulle, e dos Estados Unidos, Harry Truman.

Depois da fusão dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, o presidente Geisel doou o Palácio das Laranjeiras ao novo Estado, com destinação exclusiva de servir como residência dos seus governadores. Nele residiram os governadores Faria Lima, Chagas Freitas, Moreira Franco, Anthony Garotinho, Benedita da Silva e Rosinha Garotinho.

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