terça-feira, 4 de novembro de 2008

Indústria do Rio passa longe da crise em setembro

Créditos ao Site do Governo do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

A indústria do Estado do Rio de Janeiro passou ao largo da crise econômica mundial em setembro, com alta nas vendas reais de 5,3% em relação a agosto e de 18,3% na comparação com setembro de 2007, já com ajuste sazonal. No acumulado do ano, o crescimento está em 12,1%. Estes são os resultados da mais recente edição da pesquisa Indicadores Industriais da Firjan, que apresentou avanços em todas as outras variáveis, como horas trabalhadas, massa salarial e uso da capacidade instalada. O índice de pessoal ocupado está no ponto mais alto da série histórica dos Indicadores, em janeiro de 2003. O saldo de vagas deste ano chegou a 13.992.


Os resultados da pesquisa não significam, contudo, que o novo quadro internacional não terá impactos sobre a economia brasileira.


- Espera-se um desempenho mais moderado para os próximos meses, especialmente levando em consideração o aumento da incerteza e as dificuldades de acesso a crédito, já diagnosticadas em outras de nossas pesquisas - afirma a diretora de Desenvolvimento Econômico do Sistema Firjan, Luciana de Sá.


Os setores com os mais expressivos aumentos de vendas foram Máquinas e Equipamentos (+110,59%), Outros Equipamentos de Transporte (+39,09%), Produtos de Metal (+19,86%), Edição e Impressão (+18,62%) e Refino, Combustível Nuclear e Álcool (+14,26%).


As horas trabalhadas na indústria fluminense em setembro tiveram alta de 4,3% em relação a agosto, também graças ao maior número de dias úteis. Em relação a setembro de 2007, a elevação foi de 7,2% e, no acumulado do ano, de 7,7%. Os resultados foram conseqüência do aumento de horas extras pagas – o que indica aumento de produção, além de acerto em banco de horas, reajustes salariais e contratações. A utilização da capacidade instalada acompanhou esse desempenho, passando de 79,9%, em agosto, para 81,4%, em setembro.


Os Indicadores Industriais apontam elevação de 1,3% da massa salarial de agosto para setembro, depois do ajuste sazonal. Na comparação com setembro do ano passado, a alta é de 7,4% e, no acumulado do ano, de 8,8%. O pessoal ocupado cresceu 0,5% sobre agosto, 4,7% sobre setembro do ano passado e 5% no acumulado do ano. Os setores que mais contrataram foram Outros Equipamentos de Transporte (+7,47%), Metalurgia Básica (+2,44%), Material Eletrônico e Comunicação (+2,31%), Vestuário (+1,44%) e Produtos de Metal (+1,18%), por conta da elevada carteira de pedidos.

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