
Rio de Janeiro
Berço da avicultura brasileira, o Rio de Janeiro prepara-se para se adequar às normas do Programa Nacional de Sanidade Avícola, adotando medidas para a modernização do segmento. Nesta semana, cerca de 30 técnicos das esferas estadual e federal que atuam em sanidade avícola participaram do I Curso de Atualização em Sanidade e Vigilância em Doenças das Aves do Estado do Rio de Janeiro. O treinamento, que se encerra nesta sexta-feira (31/10), é resultante de parceria do Ministério da Agricultura, Secretaria estadual de Agricultura e Universidade Federal Fluminense (UFF) e foi realizado na sede da secretaria, em Niterói.
Na avaliação do superintendente estadual de Defesa Agropecuária, Flávio Tavares, a adequação das medidas sanitárias no setor é extremamente importante, uma vez que o Brasil é o maior exportador mundial de frangos.
– O controle de doenças das aves é uma das prioridades do agronegócio no país - destaca ele, ao afirmar que a avicultura fluminense conta hoje com cerca de 12 milhões de frangos de corte, sendo São José do Vale do Rio Preto, na Região Serrana, o município que registra a maior concentração de aves.
Segundo Valéria Teixeira, médica veterinária da secretaria e uma das organizadoras do treinamento, os técnicos sairão aptos a monitorar as doenças avícolas e evitar que estas afetem o plantel fluminense, que tem capacidade para alcançar a casa dos 14 milhões de frangos de corte.
- A influenza aviária está entre as doenças mais estudadas. É exótica no país, mas precisa ser monitorada, assim como a New Castle, que causa sérios danos econômicos à avicultura – diz Valéria.
Para Virgínia Léo, veterinária e professora da UFF especialista em doenças das aves, a adequação do estado ao Programa Nacional de Sanidade Avícola é importante para garantir a qualidade do produto nacional.
- O Rio é um grande centro de exportação avícola. Teve grande importância no cenário nacional no passado e ainda é um produtor significativo de frango de corte. O controle de doenças como a salmonelose e micoplasmose, além daquelas já citadas, é essencial para o desenvolvimento da atividade no estado e para a saúde pública – disse a veterinária.
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