quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Secretaria do Ambiente inicia recuperação e revitalização do Fundão

Créditos à Secretaria do Ambiente

Canal do Fundão

A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, inicia, oficialmente, nesta segunda-feira (09/02), às 11h, as obras de recuperação e a revitalização do canal do Fundão e do seu entorno. Com recursos da ordem de R$ 185 milhões da Petrobras, o trabalho será realizado pela empresa Queiroz Galvão. Além de recuperar uma região bastante degradada, a dragagem também reduzirá as enchentes causadas pela elevação do Rio Faria Timbó.

O evento contará com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, do subsecretário do Ambiente, Antônio da Hora, do diretor da Área de Serviço da Petrobras, Renato Duque, do reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, do presidente da Fundação Bio Rio, Márcio Fortes, e do presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino Martins.

A obra deverá ser concluída em dois anos e abrangerá o desassoreamento dos canais, facilitando a circulação de água. Serão dragados 2 milhões e 200 mil metros cúbicos de material de uma área de 6,5 km de extensão. O sedimento a ser retirado possui uma camada de aproximadamente quatro metros, a partir do nível da água.

O projeto também compreenderá obras de urbanismo e saneamento do Fundão e o reforço nas pontes. A Petrobras também financiou, com recursos de R$ 2 milhões, o projeto-executivo da obra e o EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental).

No projeto-executivo, foram realizados estudos detalhados do solo e análise dos sedimentos em 107 pontos da região e constatou-se a presença de metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio, antimônio e outros metais. A camada contaminada com metais pesados passará por um processo de separação de areia. Após esse procedimento, os sedimentos restantes serão dispostos em cápsulas de geotextil. A água, completamente limpa, retornará para a Baía de Guanabara.

Posteriormente, a Secretaria do Ambiente fará novas intervenções na região com a construção de três píers para os pescadores, horto e sede para cooperativas de catadores, com recursos do Fecam.

Além de causar péssimo aspecto, esse canal é passagem obrigatória para quem chega ao Rio pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim. A degradação ambiental em que se encontra foi um dos motivos que levaram uma equipe do Comitê Olímpico Internacional, que desembarcou no aeroporto e passou por ele, a desclassificar o Rio na disputa pelo direito de sediar os Jogos Olímpicos. Agora, sua recuperação é um pré-requisito para que a cidade possa disputar a chance de sediar as Olimpíadas de 2016.

Serviço:

Quando: Segunda-feira (09/02), às 11h

Onde: Rua Muniz Aragão, ao lado da elevatória da Cedae, na entrada da Ilha do Fundão pela Linha Amarela.

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